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Você acha que tem uma vida bem sucedida?

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Se você perdesse seu emprego hoje, por quanto tempo você conseguiria manter o seu padrão de vida?

Eu sei, você ganha bem, está com as contas em dia, não deve ninguém. Isso é um excelente sinal, não é mesmo?

Mas o quanto você tem poupado para não passar aperto em uma situação de emergência?

Essa é a realidade

Seu salário te permite morar em um bom lugar, ter um bom carro, manter seus filhos estudando em uma boa escola, você consegue viajar todas as férias, mas você não tem nenhuma reserva de emergência, certo?

Você até economiza, mas seu dinheiro está todo investido pensando no futuro, na aposentadoria. Provavelmente, seu dinheiro está em uma previdência privada. Afinal, deixar seu dinheiro em uma previdência te evita mexer na hora da tentação e, ela te dá benefícios fiscais, na hora de fazer a sua declaração de imposto de renda.

Imprevistos acontecem.

Nem sempre eles avisam com antecedência, para que você possa se preparar.

Nós vamos vivendo nossa vida e achando que que estamos levando uma vida boa e se estamos conseguindo pagar nossas contas em dia, está tudo bem. Temos uma vida de sucesso!

A questão é: você pode até ganhar bem, mas se não usar seu dinheiro de forma inteligente, você não terá um futuro tranquilo.

Você precisa ter uma estratégia, para que o seu dinheiro possa te dar tudo o que você precisa agora e não lhe falte no futuro. Mesmo que, no meio do caminho, você tenha emergências e situações não planejadas.

Minha História

Eu sei o que eu estou falando, por que eu vivi dessa forma, por muito tempo na minha vida.

Sim, desde o início da minha vida profissional, eu comecei a poupar e investir na minha previdência privada.

A questão é que tudo que eu economizava eu colocava na minha previdência privada. Eu achava que como eu morava com os meus pais, tinha que ser capaz de guardar, uma parte do meu dinheiro para o futuro.

Eu não estava de toda errada, mas na hora de investir eu não pensava de forma estratégica e acabei colocando todo o meu dinheiro por 3 anos seguidos na previdência privada.

Aí veio a vontade de comprar minha casa própria.

Sabe quanto eu tinha para dar entrada na minha casa própria? Nada! 

Sim, se eu sacasse o que tinha na previdência privada eu pagaria 35%  de imposto de rendo sobre o valor depositado. O valor líquido que me sobraria, não resolveria a minha vida.

Com toda a minha frustração, peguei o dinheiro da minha transferência, usei meu FGTS, além de uma boa quantia com o meu pai e comprei meu primeiro apartamento, em porto Alegre. Era um apto de um 1 quarto, sem garagem, nem nenhum glamour, mas era meu.

Nessa época eu tinha 24 anos e percebi que não podia colocar todo o meu dinheiro em investimentos de longo prazo, pois eu ainda queria realizar muita coisa na minha vida e se possível, sem precisar ficar pedindo dinheiro para o meu pai.

Comecei a estudar sobre investimentos, mesmo com medo de perder dinheiro e não saber lidar com essas coisas.

Não tinha muito apoio em casa, por que na cabeça do meu pai, investir era comprar ou construir imóveis. Para que deixar o dinheiro no Banco? 

Como meu dinheiro não dava para comprar imóveis, eu achava que não tinha jeito mesmo. Fui procurar fazer meus investimentos com o pouco dinheiro que eu conseguia separar todos os meses. Minha maior felicidade era separar parte do meu 13º salário e da minha participação os Lucros e investir.

Vou ser muito sincera, investi muito tempo, exclusivamente em CDB e previdência privada. Não tinha “tempo” para estudar outras possibilidades. Na realidade eu tinha era muito medo de perder, o que eu já tinha conquistado, fazendo algum investimento ruim.

Eu sou advogada e sempre gostei bastante da parte tributária e societária, então eu via claramente que uma ação, por exemplo, poderia perder valor rapidamente. Eu não queria correr o risco e ver meu dinheiro cair absurdamente de um dia para o outro.

Depois de 5 anos da compra do primeiro apto, eu me mudei para Santos. O apto de Porto Alegre, que eu comprei por R$ 64.000,00, virou um apto de R$ 285.000,00. Usei o FGTS, mais uma vez, e financiei o restante do apto em 20 anos.

Boa notícia! Eu já tinha criado o hábito de poupar e com uma estratégia mais inteligente, eu consegui quitar o apto em 2 anos. FESTA!!! Me senti a dona do meu nariz!

Esse apto foi vendido por R$ 325.000,00, exatamente 2 anos depois, quando me mudei para São Paulo.

Morei em São Paulo por mais 2 anos e comprei um apto lá por R$ 365.000,00. Dessa vez foi à vista! Meu primeiro apto à vista, sem dinheiro emprestado de ninguém (nem pai, nem Caixa Econômica). Eu tinha quase 30 anos, nessa época e estava me sentindo a última coca-cola do bar.

Como não pagava mais prestação nenhuma, eu resolvi investir em um apartamento na planta lá em Niterói. Não preciso dizer que foi por total influência do meu pai, né?

Nessa época me senti a investidora, como eu disse, investir na minha família sempre foi comprar ou construir algum imóvel.

Bem, a meta era comprar o apto na planta e vende-lo quando ele estivesse pronto, antes de precisar financiar para pegar as chaves.

Nessa brincadeira, em 2 anos e meio, eu lucrei mais ou menos R$ 150.000,00.

A Ficha Caiu

Porém, uma coisa aconteceu na minha cabeça nesse dia. Eu estava indo pro Rio para vender o apto e me dei conta, que se as coisas tivessem saído um pouquinho diferente do que eu tinha planejado, eu estaria ferrada.

Isso porque eu não teria dinheiro para bancar 2 condomínios, 2 IPTU´s, 2 contas de luz etc.

Fiquei desesperada em pensar que de bem sucedida, eu poderia estar endividada, tendo que abrir mão de alguma coisa importante, para pagar essas prestações, ou até mesmo pedindo dinheiro emprestado para os meus pais.

Decidi que eu precisava de ajuda para administrar meu dinheiro de forma mais tranquila, sem correr riscos e ficar cada dia, mais ansiosa. Comecei a estudar sobre educação financeira sozinha. Eu tinha tanta vergonha de dizer que não sabia administrar meu dinheiro de forma que eu me sentisse menos ansiosa em relação ao meu futuro.

Eu ganhava bem, tinha um patrimônio que a maioria das minhas amigas, na minha idade não tinha, mas me sentia ansiosa em relação ao meu dinheiro.

Tinha muito medo de ficar desempregada (nessa época eu já pensava em empreender) e não conseguir dar conta de me manter. A pergunta que eu mais me fazia era, como você pode ganhar o que você ganha e não ter como se manter por 6 meses sem salário?

Decidi, que quando eu tivesse, condição de me manter por 2 anos, sem trabalhar, eu tomaria a decisão de pedir demissão.

E assim eu fiz! Mas isso é papo para um outro texto aqui no Blog.

E você, acha que tem uma vida bem sucedida?

Se você quiser ler mais artigos sobre administração do seu dinheiro, AQUI tem uma outra opção do Blog. 

 

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Gláucia Coutinho

Articuladora de empreendedorismo feminino, coach e empresária. Especializou-se em ensinar empresárias a obterem a mais alta performance de seus próprios negócios.

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