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9 vezes em que as mulheres dominaram as séries de TV

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Da comédia à ficção científica, as mulheres vêm dominando as séries de TV nos últimos anos, provando que o protagonismo feminino dá audiência sim e veio para ficar.

Não sei se você reparou, mas desde o começo dos anos 2000 o número de séries com personagens femininas aumentou exponencialmente e elas estão conquistando cada vez mais o público (não só o feminino, diga-se de passagem). Muitas delas, inclusive, ganharam prêmios importantes e deram a oportunidade para várias atrizes se destacarem no meio artístico.

Eu confesso que assisto bem menos séries do que gostaria por causa do tempo curto e da correria do dia a dia. E também porque, vamos combinar, o Netflix e os canais de TV estão produzindo à beça. Quando eu termino a temporada de uma, já aparecem outras três para colocar na minha lista.

Haja final de semana e pipoca para maratonar tanta série boa, viu!

Dentre tantas produções com personagens femininas fortes e poderosas protagonizando histórias que envolvem violência doméstica, preconceito, assédio sexual, política, poder, família e muito mais, eu escolhi 10 séries de diferentes gêneros que eu considero imperdíveis.

Algumas já acabaram e outras estão na ativa, mas todas estão disponíveis para ver e rever quantas vezes quiser, é só procurar.

Confira a lista:

1. House of Cards

Claire Underwood (Robin Wright) é uma mulher forte, decidida, empoderada e inteligente. Dona de uma personalidade ímpar, ela é uma mistura de frieza com vulnerabilidade, de calculismo com emoções.

Braço direito do marido Frank, um ambicioso político que não mede esforços para ser presidente dos Estados Unidos, Claire vai além do papel de primeira dama da maior potência mundial.

Nos bastidores, a atriz Robin Wright também mostrou sua força feminina e lutou por seus direitos ao exigir o mesmo salário que Kevin Spacey, afastado da última temporada da série após acusações de assédio sexual.

Alguém aí duvida que Claire vai reinar absoluta no fim de ‘House of Cards’?

2. Orange is the new black

Orange is the New Black é uma série do Netflix escrita por mulheres e protagonizadas por mulheres. Mais do que isso, ela mostra diversidade de corpos, de idades, de origens, de crenças e de personalidades.

Baseada na história real de Piper Chapman, uma mulher branca, loira e de classe média alta que vai parar na cadeia por envolvimento com tráfico de drogas anos atrás, OITNB mostra o cotidiano de uma penitenciária feminina nos Estados Unidos e as histórias de suas detentas.

A série já ganhou vários prêmios e deve estrear a sexta temporada no segundo semestre de 2018. O sucesso é tanto que o Netflix já renovou até a sétima temporada.

3. Grey’s Anatomy, Scandal e How to get away with murder – o trio de protagonismo feminino empoderado de Shonda Rhimes

Shonda Rhimes virou sinônimo de empoderamento feminino em séries. Suas três grandes apostas são verdadeiros sucessos de audiência, batendo recordes, e suas personagens encabeçam todas as listas sobre produções feministas.

A primeira e mais longa é Grey’s Anatomy, uma série médica que leva o nome de sua protagonista Meredith Grey e traz a rotina de profissionais (a maioria mulheres) que trabalham no Grey-Sloan Memorial Hospital.

A segunda é Scandal, que mostra os bastidores da Casa Branca sob o olhar de Olivia Pope, uma mulher forte e decidida à frente de uma empresa responsável por proteger e defender a imagem pública de políticos norte-americanos. Mesmo envolvida romanticamente com o presidente dos EUA, ela sempre coloca o seu dever profissional em primeiro lugar.

A terceira é o drama criminal How to Get Away with Murder, estrelada pela premiada atriz Viola Davis no papel da advogada de defesa e professora de Direito Criminal Annalise Keating. Apesar de defender pessoas de caráter duvidoso e possíveis criminosos, sua personagem tem valores muito claros e estabelecidos: ela é a representação da mulher negra destemida, resistente e inabalável.

4. Veep

Depois de nove temporadas como Elaine Benes em ‘Seinfeld’, papel que a consagrou internacionalmente nos anos 1990, Julia Louis-Dreyfus volta às séries de sucesso como Selina Meyer, uma senadora que se torna vice-presidente dos EUA e percebe que não está preparada para o cargo.

Em Veep, produção cômica da HBO, a personagem é narcisista, oportunista, arrogante, sem freios morais e não entende nada de política.

E porque ela está nessa lista?

Porque apesar de ser uma comédia meio pastelão, ela chama atenção para a liderança feminina (mesmo que de um jeito bem atrapalhado) e a participação das mulheres em cargos políticos de alto escalão.  E também porque a Julia Louis-Dreyfus arrasa nesse papel, né?

Não é a toa que ela já ganhou sete Emmys por Veep, sendo dois como produtora e cinco como atriz. Detalhe insignificante porém significativo: a série tem CINCO temporadas, ou seja, ela levou todas as estatuetas que concorreu.

5. Jessica Jones

No mundo dos super-heróis dominado por personagens masculinos, Jessica Jones vem mostrar que mulher pode sim ter super-poderes e ter uma série própria.

Krysten Ritter vive a super-heroína da Marvel que ganha a vida comandando uma agência de investigação em Nova York enquanto luta para manter seu segredo escondido.

Mais do que uma série que mostra heróis e mocinhos, Jessica Jones trata como poucas as consequências de situações traumáticas como perda dos pais em um acidente de carro e abuso sexual.

Outro ponto que merece destaque é que os 13 episódios da segunda temporada, lançada no Dia das Mulheres deste ano, são dirigidos somente por mulheres, cada uma responsável por um capítulo da trama.

6. Grace & Frankie

Essa série deliciosa estrelada por Jane Fonda e Lily Tomlin mostra duas mulheres na terceira idade que precisam enfrentar uma situação nada convencional. Seus respectivos maridos, Robert (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterston) revelam que estão apaixonados um pelo outro e querem o divórcio.

Donas de personalidades completamente diferentes, as duas se mudam para a casa na praia que elas têm em comum e precisam aprender a conviver juntas. Grace & Frankie mistura comédia e drama e é uma das produções mais bem-sucedidas do Netflix.

A grande sacada dessa série é que ela mostra as desventuras de duas ‘senhoras’ sem pretensões de empoderamento feminino, embora isso ocorra nas entrelinhas, e sem clichês.

Elas namoram, se apaixonam e até lançam uma linha de vibradores para mulheres na terceira idade. Chega a ser uma inspiração para as muitas gerações de mulheres!

7. The Handmaid’s Tale

‘The Handmaid’s Tale’, baseada no livro ‘O Conto da Aia’, de Margaret Atwood, é  uma história de sobrevivência de mulheres.

Apesar de ser comandado por um homem, Bruce Miller, e evitar o rótulo de série feminista, a produção é sobre e para mulheres, sem dúvida.

Em um breve resumo, trata-se de mulheres que são transformadas em escravas sexuais para gerar filhos para a elite governante do que um dia foi os Estados Unidos. A história se passa em um futuro distópico e mostra um cenário assutador de fanatismo, brutalidade e totalitarismo.

Lançada pelo serviço de streaming Hulu (ainda não disponível no Brasil), a série foi aclamada pela crítica e levou o Globo de Outro e o Emmy de melhor série dramática em 2017. Sua segunda temporada estreou em abril deste ano.

8. Big Little Lies

2017 foi o ano das séries femininas.

Assim como ‘The Handmaid’s Tale’, ‘Big Little Lies’ também foi aclamada pela crítica e levou 8 Emmys, incluindo o prêmio de melhor minissérie.

Com Nicole Kidman, Reese Whiterspoon, Shailene Woodley e Laura Dern (que dão um show de atuação), a produção da HBO baseada no livro de Liane Moriarty apresenta uma trama complexa que inclui violência doméstica, estupro, conflitos familiares, bullying e um assassinato.

Esse último tema, inclusive, nos prende até o final da série, porque não se sabe quem matou e quem morreu. Em meio a tanto suspense e personagens femininas poderosas e nada maniqueístas (sim, a gente odeia e ama cada uma delas), a sororidade também tem muito destaque na trama.

Em vários momentos elas parecem mais rivais que amigas, mas quando o assunto é sério toda rivalidade dá lugar ao apoio mútuo e aliança verdadeira entre as elas.

9. La Casa de Papel

protagonismo feminino

A série espanhola queridinha da atualidade tem personagens femininas tão fortes e poderosas que não daria para ignorar ‘La Casa de Papel’ nessa lista.

A história de um grupo de desconhecidos que se reúnem para realizar o roubo à Casa da Moeda de Madri, o maior da história, atrai pelas reviravoltas e momentos de tensão, mas também pelas mulheres que integram o elenco.

Como passar despercebida pela impulsividade de Tóquio, a sensibilidade de Mónica, a sagacidade de Raquel e o carisma de Nairobi?

Essa última, inclusive, tem uma das cenas mais representativas da série, quando assume a liderança do grupo e diz ‘que comece o matriarcado’. É de arrepiar!

Sim, eu sei que tem muito mais séries que mereciam estar aqui, com personagens femininas sensacionais também. Afinal de contas, estamos dominando no cinema, nas capas de revistas, nas manchetes de jornais (ops, sites…) e também na TV. Quem sabe eu faça uma PARTE 2 desse conteúdo, hein?

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Gláucia Coutinho

Articuladora de empreendedorismo feminino, coach e empresária. Especializou-se em ensinar empresárias a obterem a mais alta performance de seus próprios negócios.

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